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IAMG.
UMA HISTÓRIA DE CONQUISTAS
*Trecho da conferência
proferida pelo Professor Raul Machado Horta, em comemoração
do 75º aniversário do IAMG
A fundação do Instituto da Ordem dos Advogados
Mineiro verificou-se na Primeira Sessão Preparatória,
realizada em 7 de março de 1915, na sala de Congregação
da Faculdade de Direito, tendo sido Mendes Pimentel,
por proposta de Afonso Pena Júnior, aclamado
Presidente Provisório do ato de fundação.
A ata da sessão registrou a presença de
46 fundadores. Eram todos figuras exponenciais do mundo
forense de Minas Gerais, bastando lembrar que compunham
esta relação, que adquiriu projeção
histórica nos anais de nosso Estado, Edmundo
Pereira Lins, presidente do Tribunal da Relação;
Francisco de Assis Corrêa, desembargador; Estevão
Leite de Magalhães Pinto, Mendes Pimentel, Juscelino
Barbosa, Afonso Pena Júnior, Rodolpho Jacob,
Levindo Ferreira Lopes, Raul Soares de Moura, Raphael
Almeida Magalhães, Camilo de Britto, Lincon Prates,
Afrânio de Mello Franco, Gudesteu de Sá
Pires, Jacques Dias Maciel, todos professores da Faculdade
de Direito.
PRIMEIRA DIRETORIA
Na Segunda Sessão Preparatória, relizada
em 12 de março de 1915 no prédio da Faculdade
de Direito, local que se tornou habitual das reuniões,
os membros fundadores aprovaram os Estatutos e elegeram
a primeira Diretoria, que ficou assim constituida: Francisco
Mendes Pimentel, presidente; Manoel Thomaz de Carvalho
Britto, 1º vice-presidente; Afrânio de Mello
Franco, 2º vice-predidente; Raul Soares de Moura,
1º secretário; Gudesteu de Sá Pires,
2º secretário; Francisco Brant, tesoureiro;
Heitor de Souza, 1º orador e Nelson de Senna, 2º
orador.
ATIVIDADES
Ao lado do objetivo que vinculava o instituto à
criação da Ordem dos Advogados, Mendes
Pimentel apontava as tarefas culturais que também
se inseriram na finalidade da instituição.
O momento era particularmente propício ao preenchimento
da atividade cultural, pois lembrava ele: estão
em elaboração o novo Código Civil,
o novo Código Comercial, o novo Código
Penal para só dizer das grandes formas
em preparação. Os juristas mineiros podem
e devem intervir nessa tarefa ingente de remodelação
do Direito brasileiro.
Mendes Pimentel indicava aos juristas mineiros o exemplo
estimulante: Da Faculdade de Direito de Minas
Gerais saíram integralmente duas das mais importantes
leis ultimamente votadas no Congresso federal, a Lei
Cambial e a Lei da Extradição, uma e outra
devidas a professores daquele estabelecimento de ensino
superior.
PROJETOS
A convocação do presidente foi prontamente
correspondida pelos membros do Instituto. Na primeira
sessão ordinária do órgão,
em 25 de abril de 1915, Gudesteu Pires propôs
que o Instituto dos Advogados de Minas Gerais preparasse
o Projeto de Código de Processo Civil e Comercial
do Estado. Após a audiência da comissão
de Legislação e Justiça, a proposta
foi aprovada, com designação de Comissão,
sob a presidência de Levindo Ferreira Lopes (inscrita
na ata da terceira recessão ordinária,
em 29 de junho de 1915), que apresentou o Projeto do
código de Processo Civil e Comercial do Estado,
que, publicado na Revista Forense e distribuído,
passou a ser discutido e votado, a partir da reunião
de 31 de julho de 1918.
Concomitantemente, nas sessões semanais, os sócios
submetiam a seus pares, para debates, teses versando
relevantes questões jurídicas, como as
de Mendes Pimentel, Quais os limites dao poder
penal dos Estados; de Gudesteu Pires, O
endossário posterior ao vencimento pode valer-se
da ação executiva cambial?; de Abílio
Machado, O segredo profissional médico;
de Estevão Pinto, Cobrança da taxa
de viação; de Flávio dos
Santos, Ilegalidade da cobrança do selo
federal nas partilhas, e ourtas.
O prestígio da instituição nascente
refletiu-se na escolha do Instituto para organizar o
segundo Congresso Jurídico Brasileiro. Manifestando
o júbilo pala distinção que o Instituto
dos Advogados Brasileiros conferia ao Instituto de Minas,
Mendes Pimentel explicava que a iniciativa deveria ser
atribuida à tradição jurídica
mineira, ao renome de que goza no país inteiro
o Tribunal de Relação, à boa formação
da Faculdade de Direito e ao excelente conceito em que
é tido o brilhante corpo de advogados de nosso
Estado.
ALGUNS FATOS HISTÓRICOS
1915 Fundação
do Instituto dos Advogados de Minas Gerais, sob a presidência
de Francisco Mentes Pimentel e admitindo o jurista Ruy
Barbosa como sócio honorário da entidade
1932 O Instituto
defende formalmente o retorno do país ao regime
Constitucional.
Aprovação do Código de Ética
dos Advogados
1948 A entidade
discute a morosidade da Justiça e elebora tese
sobre o assunto
1999 Lançamento
pelo Instituto dos Advogados de Minas Gerais do Concurso
de Monografias sobre Milton Campos
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